Com um toque poético, a coleção se destacou na passarela, onde um vestido império, adornado com joias florais no decote e braceletes, chamou a atenção. As irmãs Mulleavy, conhecidas por sua criatividade desconcertante, trouxeram à vida uma narrativa que, embora não fosse de contos de fadas, era uma meditação vibrante sobre cores e formas.
“A nossa preocupação era com mangas largas e volumosas, silhuetas que destacam a parte superior do torso, e vestidos e barras que fluem, como se o vento quisesse soprar sobre eles”, contou Laura, revelando a essência da coleção. O uso de rendas delicadas, tule leve e chiffon etéreo contrastava com a riqueza dos vestidos de georgette, que se ligavam à mão por meio de flores, criando um efeito de leveza e movimento.
A silhueta império, particularmente, ganhou destaque, especialmente com a proximidade do lançamento da nova adaptação cinematográfica de “Razão e Sensibilidade”. Laura observou que “os leitores de livros poderiam facilmente se transportar para esse espaço e reviver a sensação de histórias que cresceram amando”. As formas repetitivas foram suavizadas por paletas de cores pastel e detalhes como fitas de veludo e penas de avestruz, trazendo um frescor inegável aos looks.
Entre os destaques, vários vestidos apresentaram camadas de renda, combinando diferentes tipos, como Chantilly e Leavers, resultando em um visual que, segundo Laura, “parece mais rico de alguma forma”. A coleção primavera 2027 da Rodarte não é apenas uma exibição de moda; é uma ode à beleza e à feminilidade, onde cada peça conta uma história que ecoa através das gerações.