Com uma proposta que desafia a complexidade, o desfile se destacou pela precisão e simplicidade. A coleção traz uma silhueta linear e controlada, que se mantém constante em todas as peças, reafirmando a recusa em excessos e ornamentações desnecessárias como um forte statement de design.






Transformando peças clássicas como jeans, jaquetas e camisetas, Prada e Simons optaram por um corte skinny que elimina detalhes supérfluos, oferecendo uma nova perspectiva sobre itens do vestuário masculino. O uso de couro robusto e denim estruturado compõe a base da paleta de materiais, mas é na introdução de contrastes estruturais que a coleção se destaca.






As texturas inesperadas aparecem nas peças com coletes de malha que se ajustam ao corpo, adornados com padrões geométricos, e em conjuntos brancos translúcidos, projetados com pequenas perfurações que favorecem a respirabilidade. A paleta de cores transita do monocromático e neutro para tons ricos de bordô profundo, criando um jogo visual interessante.






Durante o desfile, esse tom sóbrio é pontuado por injeções de padrões vibrantes e cores intensas, como amarelo neon, vermelho escarlate e verde brilhante, que chamam a atenção e quebram a linearidade das peças. Os acessórios foram integrados de forma inovadora à arquitetura das roupas, ao invés de funcionarem apenas como complementos. Essa abordagem é exemplificada por bolsas estruturadas presas a cintos utilitários, formando um guarda-roupa coeso que reflete a autoria e o instinto preciso dos designers.





