Leandro Cano: A Beleza Surreal da Andaluzia na Primavera de 2027

Leandro Cano: A Beleza Surreal da Andaluzia na Primavera de 2027

Leandro Cano, em sua mais nova coleção intitulada Le Chien Andalou, revela as ricas tradições andaluzas em um espetáculo de moda que promete encantar o público na primavera de 2027.

A moda é um reflexo da cultura, e Leandro Cano parece estar determinado a trazer à tona a essência da Andaluzia, uma região frequentemente subestimada. Em sua nova coleção, intitulada Le Chien Andalou, o designer mergulha nas raízes proto-andaluzas, explorando a rica tapeçaria cultural que molda a identidade e a música da região. “Fiz muitas pesquisas sobre de onde vem nossa cultura e voltei até as raízes proto-andaluzas”, compartilhou Cano.

Inspirado pelas cerimônias tradicionais que permeiam a vida andaluza, como a Semana Santa e a Feira, Cano infunde sua coleção com elementos do flamenco e da religião, tudo filtrado pela mesma lente surrealista que caracteriza o icônico filme de Luis Buñuel. “Estou trabalhando com três ideias: hipérbole, beleza e surrealismo, que aceito como algo completamente natural”, afirma o designer.

A Nova Silhueta: Elegância e Inovação

Este ano, Cano também fez alterações significativas em seu estilo característico. As formas, que antes eram mais robustas, agora ganharam leveza, resultado de técnicas que seu estúdio vem desenvolvendo ao longo dos anos. “Brincamos com triângulos e cones”, explicou ele, revelando que as silhuetas variavam, começando abaixo da cintura ou nos ombros, mas sempre mantendo uma essência cônica.

Os materiais utilizados na coleção incluem cetim, lã e crepe de lã, apresentados em uma paleta que vai do azul profundo ao preto, passando por tons mais claros de céu e finalizados com um vibrante vermelho. Desde o início, a marca de Cano sempre valorizou o artesanato, e cada nova coleção traz à tona diferentes técnicas e artesãos especialistas de toda a Espanha. Para a execução das peças de crochê, ele mais uma vez colaborou com a Hilando el Tiempo, de Sevilha. Os detalhes cerâmicos foram criados por Fran Agudo, na Castilla-La Mancha, enquanto as peças de feltro foram desenhadas por Sandra Vila, de Santiago de Compostela.

Essa mentalidade artesanal se estendeu também aos acessórios, que reforçaram as ideias centrais da coleção. “Projetamos peças de joalheria que se posicionam na boca, quase como presas, em uma referência ao cão”, revelou Cano sobre as prateadas produzidas pela Gorobei. Os tradicionais chapéus cordobeses também marcaram presença, confeccionados pela histórica casa de Sevilha, Fernández y Roche. “Eles foram perfeitos para dar à coleção um toque mais internacional e facilitar a compreensão da ideia no exterior”, concluiu Cano.

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