Nascido em Bruges, na Bélgica, Martens fez seu nome ao transformar a Diesel em um ícone contemporâneo, trazendo de volta a relevância cultural a uma marca que, durante a década de 2010, parecia ter perdido seu brilho. Desde sua nomeação em outubro de 2020, ele se destacou ao reimaginar o denim, apresentando peças que misturavam o clássico ao ousado, como jeans desgastados, ampliados e com franjas, sempre acompanhados de malhas e separações que redefiniram o que a moda jeans poderia ser.
A Diesel, fundada em 1978 por Renzo Rosso, começou como uma pequena empresa de denim, mas viu seu espaço no mercado se esvaziar ao longo dos anos. Com a chegada de Martens, a marca encontrou um novo sopro de vida, especialmente com suas apresentações provocativas e conceitos de desfile únicos. O show de outono de 2023, por exemplo, foi um espetáculo audacioso: uma cena repleta de caixas de preservativos Durex, ambientada por sons humanos que ecoavam na plateia, uma verdadeira provocação que conquistou a atenção de ícones como Rihanna e Beyoncé, além de personalidades como Julia Fox.

Contudo, o designer também estava equilibrando suas responsabilidades com a Maison Margiela, onde foi nomeado em 2025, após a saída de John Galliano. Agora, Martens se dedicará inteiramente à marca parisiense, encerrando seu capítulo na Diesel com um legado de criatividade e inovação. Renzo Rosso, ao se despedir, destacou a importância das contribuições de Martens, afirmando que sua visão e dedicação não apenas revitalizaram a marca, mas também solidificaram uma conexão com as novas gerações de consumidores. “Glenn trouxe a Diesel de volta ao centro da conversa global de moda, mantendo a abertura e a energia que sempre nos caracterizaram”, declarou Rosso.

Enquanto o mundo da moda aguarda a revelação do sucessor de Martens, uma coisa é certa: seu impacto na Diesel e no cenário fashion como um todo será lembrado por muito tempo.
