A primavera de 2027 promete ser um marco na moda, trazendo um sopro de frescor e leveza em meio a tempos incertos. Das passarelas de Tóquio a Paris, os designers se reúnem para refletir sobre o que significa se vestir com alegria e autenticidade. A equipe da Vogue Runway compilou as percepções de criadores renomados, revelando um consenso: a moda deve ser acessível e realista, priorizando o conforto e a usabilidade em vez de fantasias extravagantes.








O estilista Viviano Sue, baseado em Tóquio, sintetiza essa ideia ao afirmar que “a moda deve ser algo que as pessoas possam usar, não importa quão louco seja”. Essa visão é compartilhada por muitos, incluindo Matthieu Blazy, da Chanel, que observa que “há espaço para poesia, beleza e alegria, e isso é um bom remédio para tempos sombrios”. Neste contexto, os criadores buscam não apenas inovar, mas também confortar e inspirar através de suas coleções.








Com a crescente preocupação com as mudanças climáticas, a leveza se torna um tema central. Nadège Vanhée, da Hermès, explica sua abordagem como um convite a perceber a leveza do ar: “a ideia de como o ar pode ser perceptível, mas também imperceptível”. Essa busca pela simplicidade e pela conexão com o ambiente reflete uma tendência mais ampla entre os estilistas.








O designer Michael Rider, da Celine, lidera uma nova onda de criativos que abraçam a imperfeição e a espontaneidade, desafiando as normas tradicionais da moda. Essa liberdade de expressão não exclui o desejo de brilhar; Julian Klausner, da Dries Van Noten, fala sobre a “sensação universal de querer se sentir glamouroso, de vez em quando”.








Nos bastidores de grandes marcas como Miu Miu, Moschino e Loewe, essa combinação de leveza e glamour se traduz em looks que não apenas capturam a essência do momento, mas também refletem uma nova era de esperança e renovação no mundo da moda.







