A Art Basel, um dos eventos mais aguardados do calendário artístico internacional, abriu as portas para sua edição de 2026 em um clima de expectativa e entusiasmo. Com a introdução do Basel Exclusive, a feira não apenas promete, mas cumpre a proposta de trazer de volta a emoção das descobertas ao vivo, reservando obras selecionadas para sua estreia pública durante a abertura VIP.

O evento, que ocorreu em uma manhã ensolarada, começou com um café da manhã repleto de colecionadores, curadores e dealers, todos envolvidos em animadas conversas regadas a champanhe e café. Às 11 horas CET, o pátio onde o café foi servido esvaziou-se rapidamente, enquanto as portas da feira se abriam simultaneamente, convidando o público a explorar os corredores vibrantes e repletos de arte.

O conceito do Basel Exclusive rapidamente se tornou o protagonista da experiência. Embora muitos visitantes já tivessem ouvido falar da iniciativa, a verdadeira compreensão do que ela representava se revelou ao se deparar com as discretas placas de metal preto, que indicavam a estreia de obras em diversas galerias. Os colecionadores, então, se lançaram em uma espécie de caça ao tesouro, buscando as peças que estavam sendo apresentadas ao público pela primeira vez. Essa estratégia não apenas incentivou a visitação, mas também fortaleceu a conexão entre as obras e o público presente, já que muitas delas não foram divulgadas previamente em salas de visualização online.


Mesmo em um cenário de cautela no mercado global de arte, os primeiros relatos de vendas indicaram uma demanda robusta no segmento de alto valor. A renomada galeria Hauser & Wirth relatou a venda de 35 obras até as 16 horas CET, incluindo um Picasso avaliado em 35 milhões de dólares, enquanto a GRAY comercializou uma obra de David Hockney por 8,5 milhões de dólares. O fervor das transações não se limitou apenas a ícones consagrados, mas também incluiu nomes significativos da arte contemporânea e pós-guerra, como Willem de Kooning, Helen Frankenthaler, Pierre Soulages e Josef Albers.

Entre as seções mais notáveis, Unlimited mais uma vez se destacou como uma das experiências definidoras da Art Basel. Sob a curadoria de Ruba Katrib, do MoMA PS1, essa área trouxe 59 projetos em escala de museu, apresentados por 66 galerias e abrangendo instalações monumentais, esculturas, performances, filmes e ambientes imersivos. A interação entre essas obras em um espaço tão vasto criou um diálogo visual impressionante, onde cada peça parecia conversar com as outras, encantando o público que se aventurava por essa exibição singular.

