A Park é mais do que uma simples etiqueta de moda; é uma proposta que redefine o consumo consciente. A fundadora, Sarah Bonello, lançou a marca com a missão de criar uma coleção cuidadosamente selecionada de peças de moda circular, onde cada item é produzido para minimizar o desperdício. Com produtos disponíveis em renomados varejistas como Moda Operandi e Net-a-Porter, a Park rapidamente se tornou um favorito entre editores e celebridades, incluindo Angelina Jolie.


Entre os destaques da coleção estão os vestidos coluna com alças e as peças sob medida, ideais para o escritório e para compromissos rápidos, sem abrir mão da elegância. Os tecidos principais da marca incluem inovações como o Power 3, desenvolvido pela Pyratex, que é totalmente biodegradável e feito a partir de polpa de madeira, oferecendo um toque fresco e agradável. Outro material, o Rewear, utiliza desperdícios de algodão para criar uma estrutura macia e semelhante a jersey, enquanto o Act 169 é uma alternativa ao poliéster, feito de garrafas plásticas recicladas e misturado com elastano para proporcionar flexibilidade.



Esses tecidos são projetados para se ajustar à forma mutável do corpo feminino. Sarah compartilha sua experiência pessoal: “De um dia para o outro, meu corpo muda. Aquele jeans 26 que me servia ontem pode não servir amanhã. Não quero que minha cliente tenha que se preocupar com isso, porque eu também não quero.” Para ela, a solução são as calças Tessa, que se tornaram sua escolha prática e estilosa para qualquer ocasião.



Recentemente, tive a oportunidade de experimentar o vestido Alexandra, feito com o Power 3. Esse vestido é o tipo de peça que se destaca por sua simplicidade e versatilidade, rapidamente se tornando um favorito. Com um tecido que absorve a umidade, ele mantém a pele seca e confortável, perfeito para os dias quentes e úmidos, e também combina bem com leggings Josie, feitas do mesmo material, em dias mais frescos. Outro item imperdível é a saia Sheryl, que se apresenta como uma pencil skirt clássica, mas com um toque de conforto que a torna tão aconchegante quanto pijamas.



Os preços das peças da Park variam, começando em R$ 135 para os tops e chegando a R$ 995 para itens mais elaborados, como malhas e casacos. A paleta de cores é predominantemente neutra, com tons de preto, creme, marinho e marrom, com uma adição de um vermelho vinho nesta temporada. Sarah comenta: “Minha aula favorita no [Fashion Institute of Technology] foi sobre cores, então eu realmente as aprecio. Contudo, a base da marca deve se fundamentar na atemporalidade. O vestido preto que você terá pelos próximos 20 anos nunca sairá de moda se for o corte certo na cor certa.”



No cenário atual da moda, muitas marcas se veem desafiadas a incorporar práticas mais sustentáveis em seus modelos de negócios, frequentemente citando custos elevados como um obstáculo. Regina Polanco, CEO da Pyratex, explica que “muitos materiais sintéticos e convencionais podem parecer competitivos em preço, mas esse valor não reflete o custo real de sua produção nem o impacto que podem ter sobre as pessoas e o meio ambiente.”



Com novas regulamentações se aproximando na Europa, que tratam da rastreabilidade e responsabilidade do produtor, o mercado de moda está prestes a passar por mudanças significativas. Nesse contexto, a Park se destaca como um exemplo de marca que foi criada com esses princípios em mente. “A Park é um ótimo exemplo do tipo de marca que vai perdurar, uma que entende que inovação não é um risco; é parte de sua essência,” conclui Polanco.


