Nos últimos anos, a maneira como o futuro tem sido retratado em diversas esferas culturais ganhou novos contornos. Na moda, essa tendência se traduz em um visual que mescla tecnologia, inovação e materiais inusitados, criando uma estética que parece saída de um imaginário vanguardista.
Produções como "Devoradores de Estrelas" exemplificam essa fusão, aludindo à idealização futurista que, por sua vez, está profundamente entrelaçada com a estética cósmica. Mas o que exatamente define essa estética e por que ela ressoou tão fortemente com a Geração Z?

A estética futurista não é um fenômeno recente; ao contrário, é um mosaico de referências que atravessam várias décadas. Nos anos 60, a corrida espacial inspirou uma revolução em moda e design, com criadores como Paco Rabanne e Pierre Cardin introduzindo materiais e técnicas inovadoras, como metal e plástico, que se tornaram sinônimos do movimento futurista. Já nos anos 80 e 90, essa visão evoluiu para um visual mais glamouroso, onde o sci-fi dominava passarelas e telas, com ícones como Thierry Mugler e Jean Paul Gaultier.

O universo cyberpunk também emergiu nesse período, imaginando futuros distópicos onde a tecnologia era uma força central. Filmes como "Blade Runner" e "The Matrix" consolidaram essa estética, que, na virada do milênio, passou a ser reinterpretada sob a ótica do Y2K. Esse fenômeno refletiu a ansiedade e empolgação de adentrar em uma nova era, com o design focando em metais, plásticos translúcidos e cromados.

Atualmente, a estética futurista é marcada por elementos visuais como superfícies espelhadas, acabamentos prateados e efeitos holográficos que refletem a luz de maneira surpreendente. As paletas cromáticas também são um ponto alto, destacando tons de branco e violeta que evocam o espaço e a tecnologia.
Recentemente, desfiles de moda como o de Schiaparelli trouxeram essa estética à tona, com materiais inesperados como silicone e látex criando um visual quase surreal. Iris Van Herpen, por sua vez, inovou ao apresentar o primeiro vestido de plasma da história, uma criação que não apenas desafia a moda, mas também se inspira em estudos da NASA.

A Geração Z, que cresceu rodeada por referências de games, animes e uma estética Y2K reinterpretada nas redes sociais, transformou esses elementos em peças do cotidiano. As estatísticas do TikTok falam por si: a hashtag #y2k já acumula mais de 5 milhões de publicações, enquanto #space e #cyberpunk seguem com números expressivos.

Os acessórios metalizados, óculos espelhados e unhas cromadas tornaram-se parte do vestuário diário, enquanto a estética se estende aos gadgets que usamos, como o OPPO Reno16 Series. Esse smartphone, que chega ao Brasil, não é apenas um dispositivo, mas uma extensão da linguagem visual que a Geração Z abraça com tanto fervor.
