Na última quinta-feira, o Carnegie Hall, um dos mais renomados palcos de música clássica do mundo, acolheu uma noite repleta de emoção e talento. Sob os céus dourados da casa, a Berliner Philharmoniker, sob a batuta do maestro Kirill Petrenko e com o tenor Jonas Kaufmann como estrela da noite, deu início à sua temporada de outono com um espetáculo que misturou a rica tradição da música italiana, incluindo obras de Verdi, Leoncavallo e Respighi.

O público, que se reuniu no coração de Manhattan, aplaudiu de pé após a apresentação, com músicos de metais surpreendendo a todos ao aparecerem das laterais, mostrando que a música tem o poder de transcender fronteiras culturais. A atriz e entusiasta da música clássica, Constance Wu, descreveu a experiência como “linda”, destacando a atmosfera pastoral que permeava o programa, perfeito para a transição do verão para o outono.


Uma Gala Celestial em Celebração à Música
Após a performance, a festa continuou no Cipriani 42nd Street, onde uma gala anual com o tema “Onde as Estrelas se Alinham” reuniu um seleto grupo de convidados, incluindo o designer Prabal Gurung e o ator Peter Sarsgaard. O ambiente, iluminado por girassóis vibrantes e a luz suave de velas, proporcionou um cenário encantador para a celebração.


O cardápio da noite incluiu delícias como tagliolini assado e um bolo de merengue de baunilha, enquanto os convidados assistiam a apresentações que destacavam os programas de juventude do Carnegie Hall e suas iniciativas para expandir a educação musical ao redor do mundo. O presidente do conselho de curadores, Robert F. Smith, e o senador de Nova York, Chuck Schumer, compartilharam que já foram arrecadados $5 milhões para apoiar jovens talentos.

Gurung, que considera o Carnegie Hall como seu “refúgio”, confessou que frequenta as apresentações em busca de inspiração em momentos de dor ou bloqueio criativo. “É como se fosse só você e os músicos. É catártico, inspirador e mágico. É a quintessência de Nova York, porque permite que as pessoas sejam elas mesmas”, afirmou.


A elegância da noite se refletiu nas escolhas de vestuário dos convidados. Muitos optaram por trajes pretos clássicos, vestidos tomara-que-caia e peças off-the-shoulder adornadas com joias escuras e padrões florais. A atriz Geneva Carr, por exemplo, combinou um vestido preto fluido com uma jaqueta de couro, enquanto a premiada Lena Hall deslumbrava em um vestido Akris que ela descreveu como “absolutamente de primeira linha”.


Em uma escolha sustentável, Wu usou um vestido de renda escura e sapatos Mary Jane que já estavam em seu guarda-roupa, um gesto que coincidiu com a notícia de que seu filme "Crazy Rich Asians" será transformado em uma série da HBO. No lado masculino, os convidados trouxeram um toque de estilo com smokings clássicos, alguns adicionando broches ou óculos para dar um toque especial ao visual.

William Abadie, estrela de “Emily in Paris”, se destacou ao usar um smoking branco, um contraste ousado que rendeu risadas e atenção. “Eu sabia que a maioria dos homens estaria de preto, então fui contra a corrente”, disse ele, revelando que sua escolha foi uma forma de se divertir com o dress code.


Com um tema etéreo que enfatizou a busca por comunidade através da música, a gala não apenas celebrou o legado do Carnegie Hall, mas também ressaltou a importância de apoiar as artes. Ao longo de seus mais de 130 anos, o Carnegie Hall se firmou como um ícone cultural, e essa noite mágica reafirmou seu papel fundamental na cena musical de Nova York.

